Apetece música, música, música. Tudo música. Toda música.
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Rato Grande
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26.3.08
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LUA
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Rato Grande
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21.3.08
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Olhei e saltei logo. Não era um insuflável porque divertia mais ainda e não era daquelas cores berrantes. Eram branquinhas, bem fofas e não se davam lá pés suados. Só almas. Epá, saltei, fui projectada, saltei, caí, rolei, voltei a ser projectada, morria de tantas cócegas. A minha alma. É incrível como a espontaneidade nos é tão deliciosa, mas custa tanto. Ai, às vezes parece que só passados milhões de anos de convívio com aquela pessoa conseguimos ser só nós, só mesmo o que somos cá dentro. E é tão giro espreguiçarmo-nos assim, sem medo que se veja a barriga, sem qualquer receio. Dá tanto prazer saltar e rolar nas branquinhas que nos deixam tão à vontade. A espontaneidade é muito boa.
Por outro lado, a espontaneidade também pode ser feia e rude. E aí, aquele secretismo e mistério implicados pela falta de confiança soam melhor. Aqueles olhares de quem não se conhece e aquela tentativa de impressionar, não espontaneamente, mas sempre com um pouco de nós. De certa forma, é pose, mas uma pose do que nós queremos ser, e isso também somos nós, não é? Talvez até possamos chamar a isso espontaneidade, visto que nos conforta tanto. Só que é de outro tipo.
Combinar um pouco da espontaneidade e do misticismo romântico, espontaneamente, talvez seja o ideal. A vida pode-nos ser tão amável. É ela que é branca, branquinhas, e que prefere almas.
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Rato Grande
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17.3.08
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Rato Grande
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17.3.08
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Rato Grande
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15.3.08
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A mente! Um lugar que me apraz tanto. E gosto, sempre gostei de me deleitar com os sonhos, a divagação. Gosto de estar a pensar e aquilo ser imagem que mais ninguém vê; ser uma música que só eu ouço; ser uma espécie de nuvem que apalpo, só eu; ser um perfume tão surreal e por isso inodoro para todo o exterior, até para o meu nariz, é só a alma que o sente; ser um biscoito molhado em café e bem crocante. Tenho algo em comum comigo mesma, é a minha intimidade. Gosto que tais sensações permaneçam só em mim. Gosto que tais sensações permaneçam em cada pessoa. Somos, cada um, uma individualidade e isso é muito interessante.
Agora, o problema. A teoria existe em exagero e fazemos tão pouco… Agimos quase nada. Falo em nós porque nós somos o governo e leis há tantas, tão chatas. E a acção no que é prioritário é pouco existente. É como se estivéssemos todos num estado de preguiça tal que preferimos ficar connosco ou connoscos. Será que lembretes no telemóvel nos vão ajudar a fazer sempre aquilo que dizemos que vamos fazer?
Opah, eu acho que estamos vivos e nos devíamos comportar como tal.
E isto são tudo ideias, mentes, teoria. E agora invalido tudo o que disse e que alguma vez direi porque nenhuma ideia sem acção vale o que quer que seja (note-se que a acção também pode ser interior na medida em que nos transforma cá dentro e, por isso, transforma o nosso comportamento). E esta tagarelice mental que não me impele para a acção sempre! Só impele às vezes. Deve ser porque só como o biscoito molhado em café crocante às vezes. Talvez a maioria dos meus pensamentos sejam ilusões e não sejam as sensações íntimas. Ilusórias também?
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Rato Grande
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8.3.08
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